A Linha Nacionail de Emergência Social – LNES, comemorou, no dia 30 de setembro, 20 anos de vida ao serviço das situações de maior vulnerabilidade com caráter de emergência.

 

Esta extraordinária resposta, nascida em 2001, veio possibilitar, quer para as pessoas beneficiárias da Linha, quer para as Instituições, o acesso a soluções adequadas e céleres, 24h por dia, 365 dias por ano, em todo o território de Portugal continental.

 

Nestes 20 anos, e desde que há registos, atendemos 451.935 pessoas, entre as quais, pessoas sem abrigo, vítimas de violência doméstica, pessoas idosas, entre outras. A Linha está ao serviço de todos os cidadãos e cidadãs que dela precisem.

 

Na avaliação que fizemos nestas duas décadas, concluímos que no início da intervenção tínhamos no território uma melhor distribuição de recursos que respondiam de imediato e faziam o acompanhamento das situações. Nos últimos anos, houve uma melhoria no serviço de atendimento telefónico, mas a intervenção especializada em emergência no terreno foi perdendo capacidade, havendo hoje uma resposta baseada na conjugação dos recursos existentes, mas sem uma articulação de base.

 

Em tempos de pandemia, a LNES confrontou-se com desafios vários, entre os quais a necessidade da existência de equipas especializadas e consórcios regionais cujos recursos pudessem ser acionados no imediato de forma integrada, sempre que surjam pedidos de ajuda na Linha.

 

Assim, está a nascer o Atendimento Integrado de Emergência Social, para que quem precisa tenha uma resposta de qualidade e adaptada às suas necessidades imediatas. Um local para pernoitar, o conforto de uma refeição, produtos básicos como uma escova de dentes, pensos higiénicos ou um medicamento, são alguns exemplos, sendo posteriormente assegurado o encaminhamento para soluções mais permanentes que respondam a um projeto de vida para aquela pessoa em concreto.

 

Já avançamos em Braga e Faro com a formalização de Consórcios com entidades como a Cruz Vermelha Portuguesa, a Dignitude ou a APAV. Em Braga, a equipa de emergência será da responsabilidade da CVP e no Algarve do MAPS. A ideia é alargar este modelo a outras regiões do país.

 

Esta é talvez uma das mais importantes respostas do ISS, IP a quem mais precisa, mas só é possível no âmbito da parceria alargada ao setor social, numa verdadeira cooperação que responda de forma integrada